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Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB) revela que a maioria dos brasileiros não planeja para garantir um futuro financeiro ao deixar de trabalhar. Os dados apontam que seis em cada dez brasileiros (59%) admitem não se preparar para a hora de se aposentar, enquanto apenas 41% têm se preocupado com essa fase da vida – percentual que chega a 55% nas classes A e B.

Entre os que não fazem qualquer tipo de plano financeiro para a aposentadoria, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% atribuem à ausência de um plano ao fato de estarem desempregados. Para 17% não vale a pena guardar o pouco dinheiro que sobra no fim do mês. “Estima-se que a participação da população acima de 65 anos na sociedade brasileira passe dos atuais 9% para 25% em 2060, segundo projeções do IBGE. Será cada vez mais importante começar a pensar em uma complementação ainda jovem e não apenas quando se aproxima do momento de parar de trabalhar”, avalia a Economista-Chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A pesquisa também identificou os meios mais comuns de se preparar para a aposentadoria. São eles as aplicações financeiras (42%), principalmente a previdência privada (20%), e outros ativos financeiros, como ações, títulos ou fundos (20%). Para 35%, os recursos do INSS servirão de renda e 16% dizem que dependerão de terceiros, tais como cônjuges, filhos ou outras pessoas da família. Já 37% dos pesquisados disseram que, ao se aposentar, pretendem continuar ativos no mercado de trabalho.

39% não conseguiriam arcar com imprevistos hoje e 20% não sabem o tempo que manteriam o padrão de vida em caso de dificuldades 

O estudo buscou ainda saber de que forma os brasileiros lidam com situações inesperadas no dia a dia, do ponto de vista financeiro. Foi constatado que 39% não seriam capazes de arcar com gastos imprevistos, equivalentes ao seu ganho mensal, sem recorrer à ajuda de terceiros ou a um empréstimo. Por outro lado, quatro em cada dez (42%) teriam condições de cobrir despesas extras desse tamanho. No caso de dificuldades financeiras, os entrevistados ouvidos disseram que conseguiriam sustentar, em média, até cinco meses o padrão de vida atual. Chama a atenção o fato de 20% não saberem por quanto tempo manteriam o mesmo patamar.

Na possibilidade de virem a enfrentar algum problema financeiro, 47% garantem que cortariam despesas desnecessárias, ao passo em que 33% avaliariam quanto ganham e gastam para decidir o que fazer – proporção que aumenta para 48% nas classes A e B. Já 13% reconhecem que não saberiam por onde começar e teriam medo de encarar a verdadeira situação financeira.

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Chegar ao fim do mês com sobra de dinheiro ainda é algo para poucos. Dados apurados pelo Indicador de Reserva Financeira, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revelam que somente 19% dos consumidores conseguiram terminar o mês de janeiro guardando alguma quantia de dinheiro. A maioria (75%) encerrou o período sem fazer qualquer tipo de reserva financeira, enquanto 6% não souberam ou preferiram não responder.

A dificuldade em poupar é ainda maior entre os brasileiros de menor renda. Nas classes C, D e E, apenas 15% conseguiram guardar ao menos parte de seus salários em janeiro, percentual que chegou a 32% entre os consumidores das classes A e B.

Entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo em janeiro, 39% alegam ter uma renda muito baixa, o que torna inviável ter sobras no fim de cada mês. Outros 21% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro, enquanto 17% disseram não possuir fonte de renda. Há ainda 16% de consumidores que admitiram perder o controle dos gastos, e 10% que culpam a falta de disciplina para manter o hábito de guardar dinheiro.

Outro dado do levantamento revela que mesmo entre aqueles que guardam dinheiro com frequência (35%), na maior parte dos casos, a reserva que juntam não é fruto de um planejamento. Em cada dez poupadores, seis (60%) apenas guardam o que sobra do mês, ao passo que 40% sempre estipulam um valor a ser poupado.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, é preciso superar a ideia de que uma reserva financeira deve ser feita a partir do que sobra do orçamento. “O ideal é definir um valor que possa ser guardado de forma fixa, como um compromisso a ser cumprido, mesmo que seja um valor baixo. Se o consumidor deixa para guardar apenas o que sobra após pagar todas as contas, ele pode ceder às compras por impulso. Uma boa solução para ajudar na disciplina é programar no banco uma transferência automática”, orienta a economista.

51% dos poupadores sacaram recursos em janeiro. Maioria resgatou dinheiro para lidar com imprevistos

Proteger-se contra imprevistos foi o principal objetivo dos brasileiros que conseguiram guardar parte da renda no mês de janeiro. Mais da metade (51%) reservou um percentual de seus rendimentos para lidar com reparos em casa, do carro, eventual doença ou possibilidade de morte de alguém da família. Em seguida aparece a preocupação em garantir um futuro melhor para os familiares (42%). Apenas 15% pouparam pensando na aposentadoria e outros 15% citam a intenção de juntar dinheiro para abrir um negócio. Entre as aspirações de consumo, as mais citadas entre os poupadores são a conquista da casa própria (15%) e a aquisição de um automóvel ou carro (10%).

Outro dado é que metade (51%) dos brasileiros que possuem reserva financeira teve de sacar parte de seus recursos guardados já no primeiro mês do ano. O destino dessa quantia foi, principalmente, para cobrir despesas com imprevistos, como doença e desemprego (14%). Há ainda 13% de pessoas que tiveram de usar esse dinheiro para pagar contas e 12% que saldaram dívidas atrasadas com o recurso. Para 7%, o objetivo do saque foi realizar uma compra. “Uma das finalidades da reserva financeira é a proteção contra imprevistos. Caso contrário, em momentos de aperto, o consumidor é obrigado a recorrer a empréstimos ou algum outro tipo de crédito, que pode cobrar juros elevados e dificultar ainda mais a situação financeira. Contar com uma reserva é a garantia de mais tranquilidade diante de contratempos”, analisa o educador financeiro do SPC Brasil e Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

64% optam pela poupança na hora de investir. Minoria opta por modalidades mais como fundos (8%) e ações (4%)

De modo geral, o levantamento mostra que o brasileiro tem um perfil conservador na hora guardar o dinheiro e opta por modalidades de fácil liquidez, ou seja, em que há praticidade na hora do resgate. Em janeiro, 64% dos que possuem reserva financeira disseram que costumam recorrer à tradicional caderneta de poupança. A segunda opção mais citada é guardar dinheiro na própria casa (23%), escolha arriscada do ponto de vista de segurança e desvantajosa financeiramente, uma vez que não gera rendimentos ao consumidor. Há ainda 13% que deixam o dinheiro parado na conta corrente.

Outras alternativas mais rentáveis de investimentos, mas menos citadas pelos poupadores, são os fundos de investimento (8%), tesouro direto (8%), previdência privada (7%), ações na bolsa de valores (4%) e letras de crédito, como LCI e LCA (3%) e CDBs (3%). Em média, os poupadores guardaram R$ 558,38 em janeiro.

Na avaliação do educador financeiro José Vignoli, a liderança da poupança como principal modalidade de investimento do brasileiro comprova que, mesmo entre os que possuem uma reserva financeira, há pouca familiaridade com aplicações mais rentáveis e adequadas para cada objetivo. “Existe um leque de opções mais vantajosas no mercado do que a poupança e que são adequadas para investimentos de curto prazo, como os CBDs e o Tesouro Direto, por exemplo. O grande desafio não é escolher um investimento que supere a poupança, pois existem vários neste sentido, mas saber optar pelo que melhor se encaixa com o perfil e os objetivos de vida de cada consumidor”, explica Vignoli.

Metodologia

O objetivo da sondagem é acompanhar, mês a mês, a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. O indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte; Porto Alegre; Curitiba; Recife; Salvador; Fortaleza; Brasília; Goiânia; Manaus; e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

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A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito ao Crédito (SPC Brasil), mostrou que no começo do ano de 2019 cresceu em 11,5% o número de inadimplentes que colocaram em dia as suas pendências e saíram do cadastro de devedores.

Os dados da pesquisa "Indicador de Recuperação de Crédito" são referentes a todo ano de 2018. O levantamento também mostrou  que a maior parte (24%) dos devedores que recuperaram crédito em janeiro, tem entre 30 e 39 anos. Outros 22% estão na faixa de 50 a 64 anos e 13% possuem idade acima de 64 anos. O Indicador de Recuperação de Crédito aponta que não há diferença entre gêneros: 51% dos pagadores são mulheres e 49% são homens. 

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os números positivos observados neste início de ano acompanham a tendência da gradual recuperação econômica, mas ainda é insuficiente para reverter o quadro geral de inadimplência elevada no país. “O número de inadimplentes que estão conseguindo honrar compromissos atrasados vem aumentando. Só que ao mesmo tempo, também cresce a quantidade de novos devedores. Isso faz com que a inadimplência continue elevada. Para os próximos meses, o movimento da inadimplência dependerá da evolução do crédito e de outras variáveis macroeconômicas como o desemprego e renda. A melhora desses dois últimos pontos poderá fazer a recuperação de crédito avançar mais do que o número de novos negativados, culminando na queda da inadimplência”, explica a economista.

79% dos que foram negativados em janeiro são reincidentes, sendo que 28% haviam regularizado uma dívida no último ano

O levantamento ainda mostra que, em muitos casos, a inadimplência não é um evento isolado. Do total de consumidores que foram negativados no último mês de janeiro, 79% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses. Nesses casos, 28% haviam regularizado a dívida anterior, enquanto 51% ainda estavam com uma dívida pendente. Os 20% restantes de pessoas que se tornaram inadimplentes em janeiro não estiveram com restrições no CPF ao longo dos últimos 12 meses e, por isso, não são considerados reincidentes.

Outro dado observado é que, o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida para a outra é de 96 dias, em média. Isso significa que, depois de pouco mais de três meses após ficar inadimplentes, o consumidor volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

A economista Marcela Kawauti chama a atenção para o cuidado que o consumidor deve tomar ao fechar um acordo com credores, a fim de evitar que haja novos atrasos. “Um dos principais erros cometidos em uma renegociação de dívida é aceitar os termos do acordo sem avaliar sua capacidade de pagamento. Se o consumidor atrasar as parcelas acordadas, nada impede dele ver seu nome voltar para a lista de inadimplentes. Então é preciso ter plena consciência de que o combinado será cumprido e não ter medo de fazer uma contraproposta dentro de suas condições”, alerta a economista.

Metodologia

O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Já o Indicador de Reincidência mostra o volume de devedores que atrasaram mais de duas contas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

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A melhora do cenário econômico tem possibilitado que os belo-horizontinos reduzam o número contas em atraso. De acordo com Indicador de Dívidas em Atraso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), em janeiro deste ano, o número de dívidas registrou queda de 3,56% na comparação com o mesmo mês de 2018. “Estamos em um ambiente melhor do que em outros anos. Os indicadores macroeconômicos (inflação, juros) estão em patamares menores, o que tem contribuído para que parte da população regularize suas pendências e quitem algumas contas atrasadas, reduzindo assim o número de débitos”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “Essa queda das dívidas, que vêm sendo apresentada desde março de 2017, é positiva para o comércio, pois permite que os consumidores possam, aos poucos, voltar ao mercado de consumo de bens de maior valor agregado e que demandam crédito”, acrescenta. Na variação mensal (Jan.19/Dez.18), também houve decréscimo de 1,5%.

Na análise por faixa etária, a maioria das dívidas registradas ocorreu entre as pessoas de 65 a 94 anos (+14,1%). “Muitas pessoas desta faixa etária são as responsáveis financeiramente pelas famílias, sentindo mais no bolso os reflexos do aumento do custo de vida. Muitas, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria e têm que arcar com um número elevado de despesas” esclarece Silva.

Inadimplência recua na variação mensal

Em janeiro, na variação mensal (Jan.19/Dez.18) houve um recuo de 0,41% no número de inadimplentes entre os consumidores da capital. Esse foi o primeiro ano, desde 2011, que este indicador apresenta queda nesta base de comparação. “Essa queda da inadimplência confirma a melhora do ambiente econômico. Aos poucos o desemprego vem diminuindo e com isso as pessoas têm mais renda disponível para pagar suas contas e evitar a inadimplência”, comenta o presidente da CDL/BH. Já na comparação anual houve um leve acréscimo de 0,04% na inadimplência entre os belo-horizontinos.

A maioria dos consumidores inadimplentes são os com idade entre 65 a 94 anos (+17,01%). A análise segmentada por gênero mostra que o endividamento entre as mulheres (-0,27%), mesmo apresentando decréscimo, está em menor intensidade de queda em relação aos homens (-1,29%). “A taxa de desemprego ainda é maior entre o público feminino, com isso elas possuem menos renda para quitar seus débitos em atraso”, explica o presidente da CDL/BH. “Além disso, o rendimento médio das mulheres é 38,45% menor que dos homens”, acrescenta.

O indicador de dívidas de pessoas jurídicas em atraso junto ao SPC da CDL/BH apresentou em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Jan.19/Jan.18), alta de 2,63%. Embora tenha apresentado aumento nessa base de comparação, o indicador vem crescendo em ritmo mais lento em relação aos anos anteriores. “A economia do País vem se recuperando de forma gradual, assim como as empresas, que, aos poucos, vão conseguindo organizar suas finanças, aumentar sua capacidade de pagamento e reduzir o número de dívidas”, comenta o presidente da CDL/BH. Na variação mensal (Jan.19/Dez.18), o número de dívidas se manteve neutro, sem apresentar queda ou avanço.

O número médio de dívidas de pessoas jurídicas em janeiro de 2019 foi de 1,94 por empresa. No mesmo período do ano anterior, era de 2,01 por CNPJ.

Já em relação a inadimplência, em janeiro de 2019 houve crescimento de 6,15% no número de pessoas jurídicas inadimplentes, quando comparado com o mesmo mês de 2018.  Na base de comparação mensal (Jan.19/Dez.18), houve um crescimento de 0,41% no número de pessoas jurídicas inadimplentes em Belo Horizonte. Mesmo com alta, os índices da inadimplência são menores do que os apresentados nos últimos quatro anos. “A economia já dá sinais de melhora consistentes. Alguns setores retomaram as vendas e as taxas de juros cederam, tornando a renegociação de dívidas menos onerosa”, explica Silva.

Baixe os gráficos e comparativos em: https://bit.ly/2XpLwMP

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Varejo, serviços e reformas

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Por Marcela Kawauti

Economista-chefe do SPC Brasil

Aos poucos, vamos tomando conhecimento dos dados econômicos do fechamento de 2018. O IBGE acaba de divulgar o desempenho do varejo e do setor de serviços. Comecemos pelo varejo, apurado através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).

Um resultado que chamou a atenção na PMC foi a queda do volume de vendas do comércio varejista, na comparação entre dezembro e novembro de 2018. O recuo foi de 2,2%, num mês que, como se sabe, concentra datas comemorativas bastante importantes para o setor. Seria esse mais um reflexo persistente da crise?

Na verdade, não. A queda do mês de dezembro sucede a alta muito expressiva do mês de novembro, quando o volume de vendas avançou 2,9% na comparação com outubro, o que sugere um ganho de importância da Black Friday. Aqui, é importante frisar que estamos comparando apenas dois meses. E se mirarmos um horizonte maior? Nesse caso, vamos encontrar que, ao longo de 2018, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,3% na comparação com 2017. Quando avaliamos o chamado varejo ampliado, que inclui a venda de veículos, motocicletas e materiais de construção, a alta foi de 5,0%.

Já o setor de serviços continuou a exibir queda na comparação anual. O recuo do volume de serviços prestados às famílias foi de 0,1% na comparação entre 2018 e 2017. Cumpre notar, porém, que no auge da crise, os recuos eram ainda mais fortes.

Dado após dado, vamos confirmando o lento processo de retomada da economia. O ritmo ainda não é o desejado, mas a percepção de que o quadro melhorou (ou deixou de piorar), já começa a aparecer em sondagens com os empresários. O Indicador de Confiança do MPE mostra, por exemplo, que é crescente o número de empresários que notam alguma evolução nos últimos seis meses.

Ao reunir-se, em fevereiro, para definir a taxa básica de juros da economia (a SELIC), que se manteve em 6,5% ao ano, o Banco Central enfatizou a importância das reformas e ajustes na economia brasileira, apresentados como condição para que inflação permaneça baixa – em janeiro de 2019, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 3,78%, um resultado bastante confortável, a se considerar o histórico do país.

Com o início da nova legislatura, acaba de ser colocada à mesa uma proposta de reforma do sistema previdenciário. Há também a expectativa de que, em seguida, o governo possa seguir com discussões sobre o sistema tributário e sobre as questões trabalhistas. É um caminho para destravar o investimento e acelerar a recuperação.

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Perder os documentos é uma situação que ninguém gostaria de passar. Se você já perdeu sua carteira, seja por descuido, extravio ou até mesmo por ser vítima de roubo ou furto, sabe a frustração e a série de problemas que isso traz, além do prejuízo financeiro.

A maior de todas as dores de cabeça é, sem dúvidas, o risco de fraude em seu nome. Com seu CPF e RG, além de outros dados que podem ser facilmente fabricados, pessoas mal-intencionadas podem fazer empréstimos em seu nome, compras online com cartões, e outras fraudes.

Como proceder em caso de perda de documentos?

1. Registro de Boletim de Ocorrência

O primeiro passo que você deve fazer no caso de perda, furto, roubo ou extravio de documentos pessoais (RG, CPF. Título de Eleitor, Passaporte, etc), talão de cheques ou cartões de banco é se dirigir a Delegacia de Polícia mais próxima e registrar a ocorrência imediatamente.

Em Juiz de Fora, você pode fazer isso pela internet, através da Delegacia Virtual. No endereço você pode registrar casos em que envolvam perda ou extravio de documentos e objetos pessoais, como: CPF, RG, carteira de trabalho, título de eleitor, cartões de crédito, cheques, relógio, celular, equipamentos eletrônicos e outros.

2. Comunicar os órgãos de proteção ao crédito

Feito o B.O., é importante comunicar os órgãos de proteção ao crédito do ocorrido. Para isso, a CDL Juiz de Fora possui o SPC Alerta. Uma vez cadastrado o alerta no sistema de crédito, caso alguém tente realizar uma operação (compra, abertura de contas, financiamentos, empréstimo) o comerciante que fez a pesquisa pelo nome será informado do bloqueio e de que está diante de fraude.

O procedimento para comunicação de bloqueio de documentos ou cartões é muito simples: basta ir até a CDL com o Boletim de Ocorrência registrado por você.

Empresas podem usar o SPC Alerta para se protegerem

Para ficar mais protegido, você pode monitorar o seu CPF em tempo real. Com o “SPC Avisa”, você encontra a solução para garantir a segurança do seu maior bem: o seu nome.

Essa ferramenta é importante na prevenção de fraudes e constrangimentos. Ao contratá-la, você receberá informações sempre que seu nome for incluído, excluído ou alterado no banco de dados do SPC Brasil. 

3. Solicitar a 2ª via dos documentos pessoais

Após adotados os procedimentos acima, você deverá solicitar nova via do documento pessoal – é a chamada segunda via.

O local onde deve ser solicitada a 2ª via do documento varia de documento para documento.

Seguindo esse passo-a-passo você não tem com o que se preocupar! Acompanhe nosso blog para mais dicas de segurança financeira!

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O avanço da tecnologia traz um valor agregado que é sempre muito importante em todas as áreas dos bens de consumo e serviços: o conforto.

A cada inovação que aparece, consumidores ganham mais opções e mais poder de decisão, tornando a competitividade entre os negócios muito mais acirrada e fazendo com que pequenas coisas sejam o fator decisivo para escolher entre uma empresa ou outra.

Não precisamos pensar muito para ver como esses pequenos confortos influenciam na compra. Temos como alguns exemplos o crescimento do Uber, que com poucos toques e sem a necessidade de carregar dinheiro pode chamar um carro para você em qualquer lugar, sem você nem precisar saber o endereço em que está.

Outro caso de sucesso são os aplicativos de delivery: muito mais cômodos do que carregar panfletos com telefones de restaurantes, várias vezes com valores antigos que já foram reajustados, para depois ficar no telefone e finalmente fazer o pedido.

Nossa maneira de comprar mudou

Essas mudanças, vindas com a tecnologia, obrigam as empresas a se adaptarem. Uma das transformações mais profundas até hoje veio com o cartão de crédito. O “dinheiro de plástico” já dominou o mercado por completo.

Pense e responda: você usa mais o dinheiro vivo ou cartão para pagar suas compras? Caso tenha respondido dinheiro, você faz parte de uma minoria.

De acordo com o Banco Central, em levantamento realizado em julho de 2017, as operações com cartões de crédito atingiram 5,9 bilhões de transações anuais. No caso do cartão de débito, esse número já chega a 6,8 bilhões de operações.

Segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito (Abecs), boa parte desse crescimento tem a ver com a expansão do débito no interior do país nos últimos anos: 58,1% de todo o valor de compras com cartões de débito ocorreram em cidades do Interior, contra 41,9% das capitais.

Os cheques, em compensação, continuam em queda. Em 2016, conforme o Banco Central, ocorreram 879 milhões de operações com cheques, o que representa uma baixa de 14% em relação a 2015. O valor envolvido nas operações com cheques teve queda de 12%.

A máquina de cartão é uma necessidade. Mas qual delas escolher?

  1. Escolha uma máquina de cartão que aceite mais de uma bandeira

Obter uma máquina de cartão de crédito é uma excelente estratégia para aumentar as vendas, como já falamos acima. Mas para isso, é importante escolher uma maquininha que aceite mais de uma bandeira. Isso multiplicará o poder de venda do seu negócio, aumentando ainda mais a cartela de clientes!

  1. Conheça as Taxas da Máquina de Cartão

Ao adquirir a sua máquina, uma das coisas mais importantes são as taxas para seu cartão. As principais taxas são as seguintes (elas podem ter nomes diferentes):

Contrato de fidelidade: Em sua maioria, as empresas cobram um valor fixo pago todo mês para manter a máquina em sua empresa. Mas não pense que são todas, há aquelas que não cobram mensalidade!

Percentual sobre as transações: as empresas aplicam um desconto percentual em todas as transações feitas na máquina de cartão. Quanto maior esse percentual menos lucro para você.

  1. Com fio ou sem fio? Com WI-FI ou sem WI-FI?

Algumas máquinas precisam estar o tempo todo ligadas à energia e ao cabo telefônico. Outras são sem fio, mas precisam de WI-FI para funcionar. Saiba qual é a correta para seu negócio antes de pedir a sua!

  1. Controle financeiro

É muito importante que a sua máquina tenha algum portal ou software que permita a você ter fácil acesso a suas informações financeiras.

  1. Disponibilidade de rede

Essa é uma qualidade essencial para sua máquina. Você já entrou em uma loja e, na hora de pagar, a máquina do vendedor estava sem sinal? Esse tipo de problema é grave, pois gera muito desconforto e insatisfação com o cliente que, além de não levar o produto, ainda corre o risco de não voltar mais em sua loja.

A solução da CDL para os lojistas

Para ajudar na decisão de empresários de toda a Zona da Mata e região, a CDL Juiz de Fora fechou uma parceria com a Bin para trazer as melhores máquinas de cartão do mercado, com as melhores condições para seus associados.

A Bin chegou para facilitar os pagamentos eletrônicos e impulsionar o seu negócio com soluções simples, equipe dedicada e taxas competitivas.

Ela oferece maior facilidade nos pagamentos eletrônicos, tendo como suporte a líder global no segmento, que realiza cerca de R$ 3 trilhões em transações por ano no mundo.

  • A Bin oferece taxas competitivas para pagamento na função crédito, débito e parcelamento, proporcionando uma redução nos seus custos de venda;
  • Com a Bin você também pode receber antecipadamente as vendas com cartão de crédito;
  • Aceita as principais bandeiras do Mercado;
  • Não possui contrato de fidelidade;
  • A empresa não precisa alterar o domicílio bancário.

Quer saber com conseguir a sua? Entre em contato conosco pelo telefone (32) 3249-2800.

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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL-JF) conclui o ano de 2018 com um balanço positivo de suas ações durante a campanha “Faça as pazes com seu crédito”. Com o objetivo principal de resgatar a receita dos associados, colaborar com a recuperação de crédito dos consumidores e fomentar ainda mais o comércio, a campanha atendeu mais de 900 pessoas, entre os dias, 03 e 10 de dezembro.

De acordo com Caio Gandra, supervisor comercial da CDL, “muitas receitas dos associados, que já eram consideradas como prejuízo, puderam ser recuperadas. Os consumidores tiveram a oportunidade de renegociar suas dívidas com condições especiais e descontos ofertados que variaram entre 10% e 90%, de acordo com política de cada empresa. Esses consumidores puderam ficar adimplentes novamente e agora poderão voltar a consumir, fazer compras e assim impulsionar o comércio” destaca ele.

Ao todo, mais de 50 empresas associadas à CDL participaram da campanha, todas atuantes nos mais diversos setores do comércio, como, por exemplo, prestação de serviço, atacado, varejo, vestuário e financeiro.

Uma delas foi a Caixa Econômica Federal, que contou, inclusive, com um funcionário de plantão no guichê de atendimento da CDL.  Para o gerente de Atendimento e Negócios da Caixa, Tiago Vitor de Lourdes, “com a campanha foi possível ter um maior contato com os clientes que possuem restrições. Além de oferecer alternativas e descontos, a ação é mais uma maneira de demonstrar que a regularização de débitos é possível e importante para ambas as partes”.

Outro parceiro que integrou o “Faça as pazes com seu crédito” foi o Bahamas Card. Segundo Josilene Soares Lopes, uma das administradoras da empresa, a “campanha tem uma repercussão muito importante em Juiz de Fora. Acredito que muitos inadimplentes ficam no aguardo dessa oportunidade para conseguir ter seu nome retirado do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). No nosso caso, por exemplo, aproximadamente 35% dos clientes que estavam nessa situação conseguiram realizar acordos” enfatiza.

A Unimed também participou da campanha e alcançou bons resultados. De acordo com Claudia Gentile, analista de comunicação, “presencialmente na CDL, foram realizados mais de 70 atendimentos. Foram negociações objetivas que nos permitiram conhecer a necessidade de cada cliente. Isso é ótimo para ambas as partes. Parabenizamos a CDL pela iniciativa e o sucesso da campanha” conclui.

Segundo o presidente da CDL, Marcos Casarin, a campanha “foi um sucesso e os objetivos foram alcançados. Conseguimos resultados muito bons e as empresas conseguiram recuperar o esperado! Para 2019, já estamos planejando novas edições da campanha “Faça as pazes com o seu crédito”. Reafirmo aqui, o compromisso incansável da Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora, em contribuir para que o comércio da cidade cresça cada vez mais forte, juntamente com o sucesso dos associados e o poder de compra dos consumidores” finaliza.

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