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No último dia 08 de abril, o Governo Federal sancionou o projeto de Lei Complementar 441/2017, que desburocratiza o Cadastro Positivo Com a alteração, todos os consumidores brasileiros que possuam CPF ativo e todas as empresas inscritas no CNPJ passam automaticamente a fazer parte do cadastro, a não ser que peçam a exclusão de suas informações, o que é feito de forma gratuita.

O que é o Cadastro Positivo?

O Cadastro Positivo é um banco de dados operado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, que reúne informações sobre o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores. Ele reúne o histórico de crédito de pessoas físicas e jurídicas, através de bancos de dados com informações do cumprimento de obrigações financeiras, dos pagamentos de dívidas e contas de serviços como água, luz, gás, esgoto e telefonia. Os bancos de dados são operados por instituições autorizadas pelo Banco Central, entre elas o SPC Brasil.

Com as novas regras o acesso ao crédito se torna muito mais fácil e com juros menores, tanto para consumidores quanto para empresas que honrem seus compromissos financeiros.  A nova lei permitirá que informações que atualmente não são consideradas em uma avaliação de crédito passem a ser consultadas, o que abre espaço para uma avaliação de risco mais justa e individualizada.

Juros serão mais baixos

Além disso, o Cadastro Positivo facilitará para empresas os processos de análise e concessão de financiamentos, empréstimos e compras a prazo. Isso tudo sem prejudicar a proteção de dados sensíveis e o sigilo bancário, que continuam preservados, mantendo em cumprimento todas as exigências previstas no Código de Defesa do Consumidor.

“Um dos motivos das taxas de juros serem altas e de não haver flexibilização dos prazos para pagamentos é a falta de informações sobre hábitos de pagamento dos consumidores. Atualmente, o bom pagador é penalizado pelo inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro. Com as novas regras, a análise passa a considerar o histórico de bom pagador e não apenas restrições pontuais, o que é mais justo”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

O Score de Crédito

Com o novo Cadastro Positivo, pessoas físicas e jurídicas terão um score de crédito, que é uma nota determinada pela análise estatística dos hábitos de pagamento, do histórico de compras e dos dados cadastrais. Para quem consulta, apenas o score de crédito estará visível.

O histórico de hábitos de pagamentos do cadastrado só será disponibilizado mediante prévia autorização. Nesse histórico e na composição do score, não serão incluídos elementos relacionados à origem social, etnia, saúde, informações genéticas, sexo e convicções políticas, religiosas e filosóficas.

Após a publicação da lei no Diário Oficial da União, será dado início a uma ampla divulgação para toda a população sobre o novo modelo do Cadastro Positivo.

Mais crédito e maiores prazos para pagamento

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a reformulação das regras do Cadastro Positivo facilitará processos para análise e concessão de crédito, como, por exemplo, financiamentos, empréstimos e compras a prazo.

“O Cadastro Positivo eleva o Brasil ao patamar de nações do primeiro mundo que já usam o modelo, como Estados Unidos e União Europeia. As novas regras permitirão, que micro e pequenos empresários tenham acesso a informações já utilizadas por instituições financeiras de grande porte, gerando maior segurança no processo de concessão de crédito e estimulando a competição”, explica Costa.

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A inadimplência e o fluxo de caixa apertado estão entre as principais dificuldades que síndicos e administradoras enfrentam na gestão condominial. Superar essas dificuldades é parte de uma boa gestão e essencial para a saúde financeira de qualquer condomínio.

Muitos condomínios vêm enfrentando dificuldades financeiras devido à inadimplência. Entretanto, a lei prevê que esses débitos possam ser apontados no cadastro negativo do SPC Brasil, o que contribui e muito para a recuperação desses valores de forma mais rápida.

A CDL Juiz de Fora tem a solução ideal para proteger contra essas dívidas. O SPC Condomínio é uma nova ferramenta, segura e eficaz para que os síndicos e administradoras diminuam as inadimplências com baixo custo e de forma rápida. Todo o trabalho de notificação do condômino, até chegar à entrada do nome no Serviço de Proteção ao Crédito, é feita pelo SPC Condomínio.

Aí vão algumas dicas para atenuar o problema:

  1. Não demore para fazer as cobranças e proponha acordos

O síndico ou a administradora deve acompanhar regularmente a situação financeira do condomínio para saber quem está em dia ou não com o pagamento da taxa condominial. Ao constatar a inadimplência, o gestor deve agir com rapidez para realizar a cobrança da taxa e, assim, garantir o seu pagamento ou a negociação da dívida, evitando ações judiciais que gerem ainda mais despesas ao condomínio.

  1. Notifique os condôminos sobre a data de vencimento do pagamento da taxa condominial

Alguns casos de inadimplência acontecem pelos condôminos simplesmente esquecerem de efetuar o pagamento da taxa na data de vencimento ou por não terem acesso ao boleto impresso na hora. Para evitar esquecimentos, com auxílio de um sistema de gestão para condomínios, é possível notificar via e-mail ou SMS os moradores sobre a data de vencimento para evitar esquecimentos.

  1. Disponibilize de forma prática aos condôminos o boleto para pagamento da taxa condominial

Promover o acesso à segunda via de boletos de forma facilitada, dando autonomia ao condômino para que ele visualize pelo celular e pague pelo aplicativo do seu banco pode ajudar a evitar atrasos no pagamento da taxa. Outra alternativa viável é permitir o pagamento automático da taxa de condomínio no cartão de crédito. Além de reduzir inadimplência recorrente por esquecimento, essa alternativa facilita o pagamento pois efetua o débito automático no cartão.

  1. Reduza as despesas e invista na valorização do imóvel

Comprovadamente diminuir as despesas condominiais pode acarretar na redução de até 30% a taxa de condomínio. Como consequência, menores taxas são mais fáceis de serem pagas, resultando em menos inadimplência. Por isso, investir em iniciativas que ajudem a reduzir as despesas condominiais é fundamental.

  1. Conscientize os moradores da importância de contribuir

Conscientizar os moradores sobre a importância de contribuir com o pagamento da taxa condominial para garantir a manutenção das áreas e instalações do condomínio é uma das estratégias que devem ser adotadas para reduzir a taxa de inadimplência.

Para conseguir engajar e incentivar os moradores no pagamento periódico do condomínio, promover uma gestão transparente e participativa é essencial. Dessa forma, os condôminos fazem parte do dia a dia da gestão e se sentem confortáveis para sugerir alternativas inteligentes para economizar recursos.

  1. Quando tudo falha, o SPC Condomínio traz a proteção necessária

Ao filiar-se à CDL/JF, o síndico receberá uma senha de acesso ao nosso sistema, bem como treinamento operacional, fazendo todos os processos on-line de forma prática. Após esse procedimento, automaticamente é encaminhado uma notificação ao devedor, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, informando do registro e dando um prazo de 10 (dez) dias para a quitação e, não sendo quitada a dívida, fica aquele débito inscrito no Cadastro Restritivo, a nível nacional.

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Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB) revela que a maioria dos brasileiros não planeja para garantir um futuro financeiro ao deixar de trabalhar. Os dados apontam que seis em cada dez brasileiros (59%) admitem não se preparar para a hora de se aposentar, enquanto apenas 41% têm se preocupado com essa fase da vida – percentual que chega a 55% nas classes A e B.

Entre os que não fazem qualquer tipo de plano financeiro para a aposentadoria, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% atribuem à ausência de um plano ao fato de estarem desempregados. Para 17% não vale a pena guardar o pouco dinheiro que sobra no fim do mês. “Estima-se que a participação da população acima de 65 anos na sociedade brasileira passe dos atuais 9% para 25% em 2060, segundo projeções do IBGE. Será cada vez mais importante começar a pensar em uma complementação ainda jovem e não apenas quando se aproxima do momento de parar de trabalhar”, avalia a Economista-Chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A pesquisa também identificou os meios mais comuns de se preparar para a aposentadoria. São eles as aplicações financeiras (42%), principalmente a previdência privada (20%), e outros ativos financeiros, como ações, títulos ou fundos (20%). Para 35%, os recursos do INSS servirão de renda e 16% dizem que dependerão de terceiros, tais como cônjuges, filhos ou outras pessoas da família. Já 37% dos pesquisados disseram que, ao se aposentar, pretendem continuar ativos no mercado de trabalho.

39% não conseguiriam arcar com imprevistos hoje e 20% não sabem o tempo que manteriam o padrão de vida em caso de dificuldades 

O estudo buscou ainda saber de que forma os brasileiros lidam com situações inesperadas no dia a dia, do ponto de vista financeiro. Foi constatado que 39% não seriam capazes de arcar com gastos imprevistos, equivalentes ao seu ganho mensal, sem recorrer à ajuda de terceiros ou a um empréstimo. Por outro lado, quatro em cada dez (42%) teriam condições de cobrir despesas extras desse tamanho. No caso de dificuldades financeiras, os entrevistados ouvidos disseram que conseguiriam sustentar, em média, até cinco meses o padrão de vida atual. Chama a atenção o fato de 20% não saberem por quanto tempo manteriam o mesmo patamar.

Na possibilidade de virem a enfrentar algum problema financeiro, 47% garantem que cortariam despesas desnecessárias, ao passo em que 33% avaliariam quanto ganham e gastam para decidir o que fazer – proporção que aumenta para 48% nas classes A e B. Já 13% reconhecem que não saberiam por onde começar e teriam medo de encarar a verdadeira situação financeira.

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Chegar ao fim do mês com sobra de dinheiro ainda é algo para poucos. Dados apurados pelo Indicador de Reserva Financeira, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revelam que somente 19% dos consumidores conseguiram terminar o mês de janeiro guardando alguma quantia de dinheiro. A maioria (75%) encerrou o período sem fazer qualquer tipo de reserva financeira, enquanto 6% não souberam ou preferiram não responder.

A dificuldade em poupar é ainda maior entre os brasileiros de menor renda. Nas classes C, D e E, apenas 15% conseguiram guardar ao menos parte de seus salários em janeiro, percentual que chegou a 32% entre os consumidores das classes A e B.

Entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo em janeiro, 39% alegam ter uma renda muito baixa, o que torna inviável ter sobras no fim de cada mês. Outros 21% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro, enquanto 17% disseram não possuir fonte de renda. Há ainda 16% de consumidores que admitiram perder o controle dos gastos, e 10% que culpam a falta de disciplina para manter o hábito de guardar dinheiro.

Outro dado do levantamento revela que mesmo entre aqueles que guardam dinheiro com frequência (35%), na maior parte dos casos, a reserva que juntam não é fruto de um planejamento. Em cada dez poupadores, seis (60%) apenas guardam o que sobra do mês, ao passo que 40% sempre estipulam um valor a ser poupado.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, é preciso superar a ideia de que uma reserva financeira deve ser feita a partir do que sobra do orçamento. “O ideal é definir um valor que possa ser guardado de forma fixa, como um compromisso a ser cumprido, mesmo que seja um valor baixo. Se o consumidor deixa para guardar apenas o que sobra após pagar todas as contas, ele pode ceder às compras por impulso. Uma boa solução para ajudar na disciplina é programar no banco uma transferência automática”, orienta a economista.

51% dos poupadores sacaram recursos em janeiro. Maioria resgatou dinheiro para lidar com imprevistos

Proteger-se contra imprevistos foi o principal objetivo dos brasileiros que conseguiram guardar parte da renda no mês de janeiro. Mais da metade (51%) reservou um percentual de seus rendimentos para lidar com reparos em casa, do carro, eventual doença ou possibilidade de morte de alguém da família. Em seguida aparece a preocupação em garantir um futuro melhor para os familiares (42%). Apenas 15% pouparam pensando na aposentadoria e outros 15% citam a intenção de juntar dinheiro para abrir um negócio. Entre as aspirações de consumo, as mais citadas entre os poupadores são a conquista da casa própria (15%) e a aquisição de um automóvel ou carro (10%).

Outro dado é que metade (51%) dos brasileiros que possuem reserva financeira teve de sacar parte de seus recursos guardados já no primeiro mês do ano. O destino dessa quantia foi, principalmente, para cobrir despesas com imprevistos, como doença e desemprego (14%). Há ainda 13% de pessoas que tiveram de usar esse dinheiro para pagar contas e 12% que saldaram dívidas atrasadas com o recurso. Para 7%, o objetivo do saque foi realizar uma compra. “Uma das finalidades da reserva financeira é a proteção contra imprevistos. Caso contrário, em momentos de aperto, o consumidor é obrigado a recorrer a empréstimos ou algum outro tipo de crédito, que pode cobrar juros elevados e dificultar ainda mais a situação financeira. Contar com uma reserva é a garantia de mais tranquilidade diante de contratempos”, analisa o educador financeiro do SPC Brasil e Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

64% optam pela poupança na hora de investir. Minoria opta por modalidades mais como fundos (8%) e ações (4%)

De modo geral, o levantamento mostra que o brasileiro tem um perfil conservador na hora guardar o dinheiro e opta por modalidades de fácil liquidez, ou seja, em que há praticidade na hora do resgate. Em janeiro, 64% dos que possuem reserva financeira disseram que costumam recorrer à tradicional caderneta de poupança. A segunda opção mais citada é guardar dinheiro na própria casa (23%), escolha arriscada do ponto de vista de segurança e desvantajosa financeiramente, uma vez que não gera rendimentos ao consumidor. Há ainda 13% que deixam o dinheiro parado na conta corrente.

Outras alternativas mais rentáveis de investimentos, mas menos citadas pelos poupadores, são os fundos de investimento (8%), tesouro direto (8%), previdência privada (7%), ações na bolsa de valores (4%) e letras de crédito, como LCI e LCA (3%) e CDBs (3%). Em média, os poupadores guardaram R$ 558,38 em janeiro.

Na avaliação do educador financeiro José Vignoli, a liderança da poupança como principal modalidade de investimento do brasileiro comprova que, mesmo entre os que possuem uma reserva financeira, há pouca familiaridade com aplicações mais rentáveis e adequadas para cada objetivo. “Existe um leque de opções mais vantajosas no mercado do que a poupança e que são adequadas para investimentos de curto prazo, como os CBDs e o Tesouro Direto, por exemplo. O grande desafio não é escolher um investimento que supere a poupança, pois existem vários neste sentido, mas saber optar pelo que melhor se encaixa com o perfil e os objetivos de vida de cada consumidor”, explica Vignoli.

Metodologia

O objetivo da sondagem é acompanhar, mês a mês, a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. O indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte; Porto Alegre; Curitiba; Recife; Salvador; Fortaleza; Brasília; Goiânia; Manaus; e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra do indicador e a série histórica em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

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A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito ao Crédito (SPC Brasil), mostrou que no começo do ano de 2019 cresceu em 11,5% o número de inadimplentes que colocaram em dia as suas pendências e saíram do cadastro de devedores.

Os dados da pesquisa "Indicador de Recuperação de Crédito" são referentes a todo ano de 2018. O levantamento também mostrou  que a maior parte (24%) dos devedores que recuperaram crédito em janeiro, tem entre 30 e 39 anos. Outros 22% estão na faixa de 50 a 64 anos e 13% possuem idade acima de 64 anos. O Indicador de Recuperação de Crédito aponta que não há diferença entre gêneros: 51% dos pagadores são mulheres e 49% são homens. 

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os números positivos observados neste início de ano acompanham a tendência da gradual recuperação econômica, mas ainda é insuficiente para reverter o quadro geral de inadimplência elevada no país. “O número de inadimplentes que estão conseguindo honrar compromissos atrasados vem aumentando. Só que ao mesmo tempo, também cresce a quantidade de novos devedores. Isso faz com que a inadimplência continue elevada. Para os próximos meses, o movimento da inadimplência dependerá da evolução do crédito e de outras variáveis macroeconômicas como o desemprego e renda. A melhora desses dois últimos pontos poderá fazer a recuperação de crédito avançar mais do que o número de novos negativados, culminando na queda da inadimplência”, explica a economista.

79% dos que foram negativados em janeiro são reincidentes, sendo que 28% haviam regularizado uma dívida no último ano

O levantamento ainda mostra que, em muitos casos, a inadimplência não é um evento isolado. Do total de consumidores que foram negativados no último mês de janeiro, 79% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses. Nesses casos, 28% haviam regularizado a dívida anterior, enquanto 51% ainda estavam com uma dívida pendente. Os 20% restantes de pessoas que se tornaram inadimplentes em janeiro não estiveram com restrições no CPF ao longo dos últimos 12 meses e, por isso, não são considerados reincidentes.

Outro dado observado é que, o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida para a outra é de 96 dias, em média. Isso significa que, depois de pouco mais de três meses após ficar inadimplentes, o consumidor volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

A economista Marcela Kawauti chama a atenção para o cuidado que o consumidor deve tomar ao fechar um acordo com credores, a fim de evitar que haja novos atrasos. “Um dos principais erros cometidos em uma renegociação de dívida é aceitar os termos do acordo sem avaliar sua capacidade de pagamento. Se o consumidor atrasar as parcelas acordadas, nada impede dele ver seu nome voltar para a lista de inadimplentes. Então é preciso ter plena consciência de que o combinado será cumprido e não ter medo de fazer uma contraproposta dentro de suas condições”, alerta a economista.

Metodologia

O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Já o Indicador de Reincidência mostra o volume de devedores que atrasaram mais de duas contas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

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A melhora do cenário econômico tem possibilitado que os belo-horizontinos reduzam o número contas em atraso. De acordo com Indicador de Dívidas em Atraso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), em janeiro deste ano, o número de dívidas registrou queda de 3,56% na comparação com o mesmo mês de 2018. “Estamos em um ambiente melhor do que em outros anos. Os indicadores macroeconômicos (inflação, juros) estão em patamares menores, o que tem contribuído para que parte da população regularize suas pendências e quitem algumas contas atrasadas, reduzindo assim o número de débitos”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “Essa queda das dívidas, que vêm sendo apresentada desde março de 2017, é positiva para o comércio, pois permite que os consumidores possam, aos poucos, voltar ao mercado de consumo de bens de maior valor agregado e que demandam crédito”, acrescenta. Na variação mensal (Jan.19/Dez.18), também houve decréscimo de 1,5%.

Na análise por faixa etária, a maioria das dívidas registradas ocorreu entre as pessoas de 65 a 94 anos (+14,1%). “Muitas pessoas desta faixa etária são as responsáveis financeiramente pelas famílias, sentindo mais no bolso os reflexos do aumento do custo de vida. Muitas, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria e têm que arcar com um número elevado de despesas” esclarece Silva.

Inadimplência recua na variação mensal

Em janeiro, na variação mensal (Jan.19/Dez.18) houve um recuo de 0,41% no número de inadimplentes entre os consumidores da capital. Esse foi o primeiro ano, desde 2011, que este indicador apresenta queda nesta base de comparação. “Essa queda da inadimplência confirma a melhora do ambiente econômico. Aos poucos o desemprego vem diminuindo e com isso as pessoas têm mais renda disponível para pagar suas contas e evitar a inadimplência”, comenta o presidente da CDL/BH. Já na comparação anual houve um leve acréscimo de 0,04% na inadimplência entre os belo-horizontinos.

A maioria dos consumidores inadimplentes são os com idade entre 65 a 94 anos (+17,01%). A análise segmentada por gênero mostra que o endividamento entre as mulheres (-0,27%), mesmo apresentando decréscimo, está em menor intensidade de queda em relação aos homens (-1,29%). “A taxa de desemprego ainda é maior entre o público feminino, com isso elas possuem menos renda para quitar seus débitos em atraso”, explica o presidente da CDL/BH. “Além disso, o rendimento médio das mulheres é 38,45% menor que dos homens”, acrescenta.

O indicador de dívidas de pessoas jurídicas em atraso junto ao SPC da CDL/BH apresentou em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Jan.19/Jan.18), alta de 2,63%. Embora tenha apresentado aumento nessa base de comparação, o indicador vem crescendo em ritmo mais lento em relação aos anos anteriores. “A economia do País vem se recuperando de forma gradual, assim como as empresas, que, aos poucos, vão conseguindo organizar suas finanças, aumentar sua capacidade de pagamento e reduzir o número de dívidas”, comenta o presidente da CDL/BH. Na variação mensal (Jan.19/Dez.18), o número de dívidas se manteve neutro, sem apresentar queda ou avanço.

O número médio de dívidas de pessoas jurídicas em janeiro de 2019 foi de 1,94 por empresa. No mesmo período do ano anterior, era de 2,01 por CNPJ.

Já em relação a inadimplência, em janeiro de 2019 houve crescimento de 6,15% no número de pessoas jurídicas inadimplentes, quando comparado com o mesmo mês de 2018.  Na base de comparação mensal (Jan.19/Dez.18), houve um crescimento de 0,41% no número de pessoas jurídicas inadimplentes em Belo Horizonte. Mesmo com alta, os índices da inadimplência são menores do que os apresentados nos últimos quatro anos. “A economia já dá sinais de melhora consistentes. Alguns setores retomaram as vendas e as taxas de juros cederam, tornando a renegociação de dívidas menos onerosa”, explica Silva.

Baixe os gráficos e comparativos em: https://bit.ly/2XpLwMP

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Varejo, serviços e reformas

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Por Marcela Kawauti

Economista-chefe do SPC Brasil

Aos poucos, vamos tomando conhecimento dos dados econômicos do fechamento de 2018. O IBGE acaba de divulgar o desempenho do varejo e do setor de serviços. Comecemos pelo varejo, apurado através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).

Um resultado que chamou a atenção na PMC foi a queda do volume de vendas do comércio varejista, na comparação entre dezembro e novembro de 2018. O recuo foi de 2,2%, num mês que, como se sabe, concentra datas comemorativas bastante importantes para o setor. Seria esse mais um reflexo persistente da crise?

Na verdade, não. A queda do mês de dezembro sucede a alta muito expressiva do mês de novembro, quando o volume de vendas avançou 2,9% na comparação com outubro, o que sugere um ganho de importância da Black Friday. Aqui, é importante frisar que estamos comparando apenas dois meses. E se mirarmos um horizonte maior? Nesse caso, vamos encontrar que, ao longo de 2018, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,3% na comparação com 2017. Quando avaliamos o chamado varejo ampliado, que inclui a venda de veículos, motocicletas e materiais de construção, a alta foi de 5,0%.

Já o setor de serviços continuou a exibir queda na comparação anual. O recuo do volume de serviços prestados às famílias foi de 0,1% na comparação entre 2018 e 2017. Cumpre notar, porém, que no auge da crise, os recuos eram ainda mais fortes.

Dado após dado, vamos confirmando o lento processo de retomada da economia. O ritmo ainda não é o desejado, mas a percepção de que o quadro melhorou (ou deixou de piorar), já começa a aparecer em sondagens com os empresários. O Indicador de Confiança do MPE mostra, por exemplo, que é crescente o número de empresários que notam alguma evolução nos últimos seis meses.

Ao reunir-se, em fevereiro, para definir a taxa básica de juros da economia (a SELIC), que se manteve em 6,5% ao ano, o Banco Central enfatizou a importância das reformas e ajustes na economia brasileira, apresentados como condição para que inflação permaneça baixa – em janeiro de 2019, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 3,78%, um resultado bastante confortável, a se considerar o histórico do país.

Com o início da nova legislatura, acaba de ser colocada à mesa uma proposta de reforma do sistema previdenciário. Há também a expectativa de que, em seguida, o governo possa seguir com discussões sobre o sistema tributário e sobre as questões trabalhistas. É um caminho para destravar o investimento e acelerar a recuperação.

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Perder os documentos é uma situação que ninguém gostaria de passar. Se você já perdeu sua carteira, seja por descuido, extravio ou até mesmo por ser vítima de roubo ou furto, sabe a frustração e a série de problemas que isso traz, além do prejuízo financeiro.

A maior de todas as dores de cabeça é, sem dúvidas, o risco de fraude em seu nome. Com seu CPF e RG, além de outros dados que podem ser facilmente fabricados, pessoas mal-intencionadas podem fazer empréstimos em seu nome, compras online com cartões, e outras fraudes.

Como proceder em caso de perda de documentos?

1. Registro de Boletim de Ocorrência

O primeiro passo que você deve fazer no caso de perda, furto, roubo ou extravio de documentos pessoais (RG, CPF. Título de Eleitor, Passaporte, etc), talão de cheques ou cartões de banco é se dirigir a Delegacia de Polícia mais próxima e registrar a ocorrência imediatamente.

Em Juiz de Fora, você pode fazer isso pela internet, através da Delegacia Virtual. No endereço você pode registrar casos em que envolvam perda ou extravio de documentos e objetos pessoais, como: CPF, RG, carteira de trabalho, título de eleitor, cartões de crédito, cheques, relógio, celular, equipamentos eletrônicos e outros.

2. Comunicar os órgãos de proteção ao crédito

Feito o B.O., é importante comunicar os órgãos de proteção ao crédito do ocorrido. Para isso, a CDL Juiz de Fora possui o SPC Alerta. Uma vez cadastrado o alerta no sistema de crédito, caso alguém tente realizar uma operação (compra, abertura de contas, financiamentos, empréstimo) o comerciante que fez a pesquisa pelo nome será informado do bloqueio e de que está diante de fraude.

O procedimento para comunicação de bloqueio de documentos ou cartões é muito simples: basta ir até a CDL com o Boletim de Ocorrência registrado por você.

Empresas podem usar o SPC Alerta para se protegerem

Para ficar mais protegido, você pode monitorar o seu CPF em tempo real. Com o “SPC Avisa”, você encontra a solução para garantir a segurança do seu maior bem: o seu nome.

Essa ferramenta é importante na prevenção de fraudes e constrangimentos. Ao contratá-la, você receberá informações sempre que seu nome for incluído, excluído ou alterado no banco de dados do SPC Brasil. 

3. Solicitar a 2ª via dos documentos pessoais

Após adotados os procedimentos acima, você deverá solicitar nova via do documento pessoal – é a chamada segunda via.

O local onde deve ser solicitada a 2ª via do documento varia de documento para documento.

Seguindo esse passo-a-passo você não tem com o que se preocupar! Acompanhe nosso blog para mais dicas de segurança financeira!

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