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01 Fevereiro 2012
Presidente falou sobre assunto.
A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (31) em Havana que o Brasil pode dar uma grande contribuição para reanimar a frágil economia de Cuba e destacou os projetos de cooperação que o governo brasileiro mantém com a ilha socialista.
- A grande contribuição que nós podemos dar aqui em Cuba é ajudar a desenvolver todo o processo econômico. É um tipo de cooperação na qual todo mundo ganha. Ganha o Brasil por fazer uma cooperação com o povo e toda uma estrutura excepcional, que é visivelmente competente, capaz na área de biotecnologia e na área de ciências médicas.
A visita de Dilma a Cuba ocorre em meio a uma série de 300 reformas impostas pelo governo para revitalizar o modelo econômico implantado no país nos anos 60, após o triunfo da revolução liderada por Fidel Castro em 1959.
Durante a manhã, Dilma depositou uma oferenda floral na estátua de José Martí, líder da independência cubana. Em seguida, foi recebida pelo presidente Raúl Castro. Os dois governos reiteraram os laços bilaterais com a assinatura de uma série de atos de cooperação.
Dilma também visitou o Porto de Mariel, em Havana, que passa por uma ampliação. O projeto conta com financiamento brasileiro. Ela ressaltou a importância da obra para a revitalização da economia cubana.
- Nós participamos não somente construindo o porto, mas também trazendo para cá uma cooperação que eu considero estratégica para o Brasil e para Cuba.
As obras no porto Mariel são realizadas pela construtora brasileira Odebrecht e devem ser concluídas em janeiro de 2013. Elas incluem uma “zona especial de desenvolvimento”, com indústrias para exportação e para abastecer o mercado cubano.
Brasília e Cuba mantêm parcerias em várias áreas. Os vínculos entre os dois países foram fortalecidos durante o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
Cuba, por exemplo, solicitou em novembro um crédito de R$ 350 milhões (US$ 200 milhões) para importar maquinário agrícola e, nesta semana, a Odebrecht assinou um contrato com um grupo do setor de açúcar para aumentar a produção e a capacidade de moagem em um engenho do centro-sul da ilha.
Dilma citou ainda a questão dos direitos humanos, sempre polêmica em relação a Cuba, que é acusada por dissidentes de violações. A presidente disse que o tema não deve ser usado “ideologicamente” para criticar apenas alguns países. Para ela, esta é uma questão que precisa ser abordada de maneira multilateral.
Fonte: FCDL / R7













