CDL espera que comercialização de artigos especializados tenha alta de 20% na cidade.

O reinado de momo só terá início daqui a três semanas, mas o comércio de artigos especializados já está aquecido diante da demanda das escolas de samba, sobretudo as da região, e também dos foliões mais precavidos. A expectativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/JF) é de que o segmento de artigos carnavalescos tenha um crescimento de 20% este ano. O setor também já está movimentando o mercado de trabalho local. Segundo expectativas da Liga das Escolas de Samba (Liesjuf), cerca de dois mil empregos, entre diretos e indiretos, deverão ser criados em decorrência do Carnaval.

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Vandir Domingos, muitas pessoas deverão ficar na cidade e também nos municípios da Zona da Mata. "E ninguém irá deixar de festejar. Por isso estamos esperando um crescimento nas vendas desse segmento específico."

Entre os lojistas, o clima é de cautela, já que os principais clientes do comércio local são as escolas de cidades dos arredores, fortemente afetadas pelas chuvas. Segundo a proprietária da loja de tecidos e artigos diversos Casa Chic, Mounira Haddad Rahme, as vendas já estão 5% maiores que as do último ano, mas o resultado poderia ser melhor, sem não fossem as enchentes na região. Entre os produtos mais procurados na loja estão plumas, tecidos com paetê e ráfias. "Também estamos tendo uma grande procura de um tecido importado, que é uma espécie de organza bordada para as escolas de samba." Na Casa Combate, a procura maior é por fantasias infantis e, segundo a vendedora Therezinha da Silva, os estoques foram reforçados para que não faltem produtos para a data.

Na loja O Pirralho, o proprietário Leomário Cysneiros aposta no crescimento das vendas a partir do próximo mês. Mas diz ter investido menos que no último ano devido ao receio de vender menos por conta dos desastres na região. "Os blocos nos ajudam a vender mais, e o movimento maior será mais intenso na reta final." Entre as apostas do ano estão as máscaras de políticos, como a da Dilma e as fantasias da dupla Patati Patatá.

Nas lojas de roupas infantis, a procura também já começou. Segundo a proprietária da Anjos da Guarda, Flávia Schmidt, as fantasias são uma forma de driblar a falta de movimento típica de janeiro. "Começo a disponibilizar as fantasias a partir da segunda quinzena." Entre as mais procuradas estão as de super heróis para meninos e as de bailarina e Branca de Neve para meninas.

Aluguel

As lojas que alugam fantasias também já estão com crescimento de reservas desde o início do mês. Segundo a proprietária do Mundo Mágico, Marília Nascimento, várias pessoas de cidades do entorno de Juiz de Fora já fizeram reservas. "Em Juiz de Fora, as pessoas não têm muito a tradição de saírem fantasiadas. A procura maior é para o público infantil." Na Arte e Fantasia, a proprietária Solange Vianna também diz que as reservas já tiveram início. "Os foliões já viram que se deixarem para a última hora podem não encontrar o que procuram. Este ano muitos estão antecipando."

 

Fonte: Jornal Tribuna de Minas